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Sá da Bandeira, patrono da Escola

26 Set

Sá da Bandeira – O português mais ilustre do seu século

No aniversário do patrono da Escola, a Biblioteca mostra um objeto único –

o mapa de Angola, coordenado pelo ainda Visconde de Sá da Bandeira, enquanto Ministro da Guerra.

Mais do que o  político liberal que lutou pela liberdade de um país e das pessoas,

Bernardo de Sá Nogueira foi o humanista cuja ação determinou futuros. 

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Bernardo de Sá Nogueira de Figueiredo, 1º Barão, 1º Visconde e 1º Marquês de Sá da Bandeira, nasceu em Santarém em 26 de Setembro de 1795 e faleceu em Lisboa no dia 6 de Janeiro de 1876.

Sá da Bandeira, “o português mais ilustre do seu século”, segundo as palavras de Alexandre Herculano, ingressou na carreira militar com 14 anos, tendo desempenhado papel fulcral em todos os momentos difíceis que o país atravessou. Destacou-se, no entanto, na Guerra Civil de 1832-1834 pela sua coragem, honradez, tenacidade e clarividência. O valente militar foi merecendo sempre, e cada vez mais, a confiança do imperador D. Pedro e do exército. Foi durante o comando de tropas que, no sítio chamado Alto da Bandeira, na Serra do Pilar, Sá Nogueira foi ferido com uma bala no braço direito que originou a sua amputação. A 4 de Abril de 1832, Sá Nogueira foi agraciado com o título de Barão de Sá da Bandeira.

Enquanto cidadão, a nobreza de carácter, a frontalidade, o empenho que dedicava às causas públicas e a confiança que inspirava, juntamente com uma cultura vasta, inteligência fina, o respeito pelas instituições, pelas leis, pela soberania nacional e a afabilidade de trato fizeram dele uma referência fundamental da sociedade oitocentista.

Quanto ao político Sá Nogueira, evidenciam-se dois aspectos fundamentais na sua prática de governante: o desprendimento do poder, apesar de ter sido cinco vezes Presidente do Conselho de Ministros, dezoito vezes Ministro efectivo e dezasseis vezes Ministro Interino. Foi também enquanto político que o Marquês de Sá da Bandeira empreendeu aquela que se pode considerar a mais nobre das suas tarefas: a abolição da escravatura, em 1869. Tal facto, conferiu-lhe a projecção universal que o tornou um símbolo da liberdade, do humanismo, da igualdade entre os homens e do respeito pelo próximo. 

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Publicado por em 26 de Setembro de 2015 em Bibliotecando, História, Memória, UNESCO

 

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