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Vergílio, ‘até ao fim’…

28 Jan

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Mas o tempo não existe senão no instante em que estou. Que me é todo o passado senão o que posso ver nele do que me sinto, me sonho, me alegro ou me sucumbo? Que me é todo o futuro senão o que agora me projeto? O meu futuro é este instante desértico e apaziguado. Lembro-me da infância, do que me ofendeu ou sorriu: alguma coisa veio daí e sou eu ainda agora, ofendido ou risonho: a vida do homem é cada instante – eternidade onde tudo se reabsorve, que não cresce nem envelhece, centro de irradiação para o sem-fim de outrora e de amanhã. O tempo não passa por mim: é de mim que ele parte, sou eu sendo, vibrando.                  

 in Aparição

Vergílio Ferreira na Biblioteca – em destaque,

a tese de mestrado da docente Maria Teresa Guedes,

professora na Sá da Bandeira.

Parabéns, Maria Teresa, e obrigada pela partilha com a Biblioteca!

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