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PAI

19 Mar
Pai1

Paulo Galindro

As mãos do meu Pai

As tuas mãos têm grossas veias como cordas azuis
sobre um fundo de manchas já cor de terra
— como são belas as tuas mãos —
pelo quanto lidaram, acariciaram ou fremiram
na nobre cólera dos justos…

Porque há nas tuas mãos, meu velho pai,
essa beleza que se chama simplesmente vida.
E, ao entardecer, quando elas repousam
nos braços da tua cadeira predileta,
uma luz parece vir de dentro delas…(…)

Mário Quintana

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Publicado por em 19 de Março de 2016 em Bibliotecando, Poesia, UNESCO

 

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