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Poesia, sempre

21 Mar

A Biblioteca partilha  Mário Viegas e António Gedeão, porque 

Todo o tempo é de poesia.

Desde a névoa da manhã

à névoa do outro dia.

Desde a quentura do ventre

à frigidez da agonia.

Todo o tempo é de poesia.

Entre bombas que deflagram.

Corolas que se desdobam.

Corpos que em sangue soçobram.

Vidas que a amar se consagram.

Sob a cúpula sombria

das mãos que pedem vingança.

Sob o arco da aliança

da celeste alegoria.

Todo o tempo é de poesia.

Desde a arrumação do caos

à confusão da harmonia.

 

 

Poesia e poetas – na classe 8, 82-1 – na Biblioteca.

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Publicado por em 21 de Março de 2017 em Bibliotecando, Leitura, Poesia, Sem categoria

 

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