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Arquivo de etiquetas: António Gedeão

Poesia, sempre

A Biblioteca partilha  Mário Viegas e António Gedeão, porque 

Todo o tempo é de poesia.

Desde a névoa da manhã

à névoa do outro dia.

Desde a quentura do ventre

à frigidez da agonia.

Todo o tempo é de poesia.

Entre bombas que deflagram.

Corolas que se desdobam.

Corpos que em sangue soçobram.

Vidas que a amar se consagram.

Sob a cúpula sombria

das mãos que pedem vingança.

Sob o arco da aliança

da celeste alegoria.

Todo o tempo é de poesia.

Desde a arrumação do caos

à confusão da harmonia.

 

 

Poesia e poetas – na classe 8, 82-1 – na Biblioteca.

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Publicado por em 21 de Março de 2017 em Bibliotecando, Leitura, Poesia, Sem categoria

 

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Água

78% dos empregos, no Mundo, dependem dos recursos hídricos.

 

Águaa

Mensagem da Diretora Geral da UNESCO, Irina Bokova,

 por ocasião do Dia Mundial da Água, 22 de março de 2016

Entre 1990 e 2010, 2,3 bilhões de pessoas obtiveram acesso a melhores fontes de água potável. Isso é positivo, mas não é suficiente. Mais de 700 milhões de pessoas ainda não têm acesso a uma água limpa e segura, para terem uma vida saudável. O Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos de 2016 (WWDR 2016) estima que por volta de 2 bilhões de pessoas necessitem de acesso a um melhor saneamento, com as meninas e as mulheres em uma situação ainda mais precária. Muitos países em desenvolvimento estão localizados em regiões de tensão relativa aos recursos hídricos e provavelmente serão mais afetados pela mudança climática. Ao mesmo tempo, a demanda por água está aumentando, especialmente em economias emergentes nas quais a agricultura, a indústria e as cidades estão se desenvolvendo em ritmo acelerado.

Os riscos são altos. A água é fundamental para a vida. Também é essencial para o desenvolvimento mais inclusivo e sustentável.

É por isso que a água está no centro da nova Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. A água está realçada no Objetivo 6, sobre a garantia da disponibilidade e da gestão sustentável da água e do saneamento. Ela é importante para o sucesso de todos os outros Objetivos – inclusive para fazer avançar a perspectiva de trabalho digno para todos, que é o foco do WWDR 2016.

A água é essencial para a agricultura, para a indústria, para o transporte e para a produção de energia, assim como é um motor para o crescimento económico. Ela gera e mantém empregos em todo o mundo, mas a obtenção dos objetivos de desenvolvimento não será apenas uma questão de recursos hídricos adequados como matéria-prima. A qualidade da água e do saneamento continua sendo essencial para se oferecer formas dignas de vida. Dos 2,3 milhões de mortes relacionadas ao trabalho que ocorrem todos os anos, 17% podem ser relacionados a doenças transmissíveis e à água imprópria para o consumo. É por isso que a água potável e o saneamento seguro nos locais de trabalho devem se tornar prioridades em todos os lugares. A superação do desafio de se criar e manter trabalhos dignos frente à mudança climática e à escassez de água exigirá investimentos muito maiores em ciência, tecnologia e inovação. As evidências mostram que o investimento em infraestrutura e em serviços hídricos pode resultar em elevados retornos tanto para o desenvolvimento económico, como para a criação de empregos. É importante que esses investimentos sejam planejados com todos os setores interessados, incluindo o agrícola, o energético e o industrial, para que sejam assegurados os melhores resultados para todos.

Como a principal agência das Nações Unidas para a educação e as ciências hídricas, a UNESCO trabalha de forma ativa para esses fins. Isso se inicia com o Programa Hidrológico Internacional e sua rede de Comités Nacionais, Centros e Cátedras. Desde 2003, o Instituto UNESCO-IHE para a Educação sobre Água formou milhares de cientistas e engenheiros hídricos provenientes de países em desenvolvimento. O nosso Programa Mundial para Avaliação dos Recursos Hídricos fornece aos governos e à comunidade internacional as informações mais atualizadas e politicamente relevantes sobre recursos de água doce em todo o mundo, assim como é pioneiro em novas técnicas de monitoramento hídrico sensível ao género. Tudo isso será essencial na concretização da Agenda 2030.

Os avanços exigem ações em todos os campos – por parte de governos, da sociedade civil e da iniciativa privada. São enormes os desafios que nós enfrentamos, derivados da mudança climática, da escassez de água e do deslocamento de trabalhadores com baixa qualificação. No entanto, a promoção de empregos de alta qualidade, enquanto preserva o meio ambiente e garante a gestão sustentável da água, ajudará na erradicação da pobreza, no estímulo ao crescimento e na construção de um futuro com trabalho decente para todos. Esta é a mensagem da UNESCO para o dia de hoje.

 

 
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Publicado por em 22 de Março de 2016 em Ambiente, Cidadania, Literacias, Poesia, UNESCO

 

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Árvores – Florestas

Virtude vegetal viver a sós e entretanto dar flores, diz o poeta para os homens que insistem em comemorar o Dia Mundial da Árvore e da Floresta  porque ainda não  entendem a  mensagem do Grande Chefe Seatle, em 1854: “Todas as criaturas respiram em comum – os animais, as árvores, os homens.(…) Não é a Terra que pertence ao homem, é o homem que pertence à Terra.Tudo o que fizer à Terra, fá-lo-á a si mesmo.”

Poema da árvore

As árvores crescem sós. E a sós florescem.

Começam por ser nada. Pouco a pouco

se levantam do chão, se alteiam palmo a palmo.

Crescendo deitam ramos, e os ramos outros ramos,

e deles nascem folhas, e as folhas multiplicam-se.

Depois, por entre as folhas, vão-se esboçando as flores,

e então crescem as flores, e as flores produzem frutos,

e os frutos dão sementes,

e as sementes preparam novas árvores.

E tudo sempre a sós, a sós consigo mesmas.

Sem verem, sem ouvirem, sem falarem.

Sós.

De dia e de noite.

Sempre sós.

 

Os animais são outra coisa.

Contactam-se, penetram-se, trespassam-se,

fazem amor e ódio, e vão à vida

como se nada fosse.

 

As árvores não.

Solitárias, as árvores,

exauram terra e sol silenciosamente.

Não pensam, não suspiram, não se queixam.

Estendem os braços como se implorassem;

com o vento soltam ais como se suspirassem;

e gemem, mas a queixa não é sua

Sós, sempre sós.

Nas planícies, nos montes, nas florestas,

a crescer e a florir sem consciência.

Virtude vegetal viver a sós

e entretanto dar flores.

António Gedeão

campoarvores1

Sobreiro – Árvore nacional

Árvore

 
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Publicado por em 21 de Março de 2016 em Ambiente, Cidadania, Poesia, UNESCO

 

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Tempo de POESIA

Tempo de Poesia

Todo o tempo é de poesia
Desde a névoa da manhã
à névoa do outro dia.
Desde a quentura do ventre
à frigidez da agonia

Todo o tempo é de poesia

Entre bombas que deflagram.
Corolas que se desdobram.
Corpos que em sangue soçobram.
Vidas qu’a amar se consagram.

Sob a cúpula sombria
das mãos que pedem vingança.
Sob o arco da aliança
da celeste alegoria.

Todo o tempo é de poesia.

António Gedeão, o poeta que Portugal continua a pouco-amar…

 

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