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Arquivo de etiquetas: Irina Bokova

Dia Mundial da Rádio

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Vivemos atualmente uma revolução na nossa maneira de obter e de partilhar informação. Contudo, apesar destas alterações profundas, a rádio nunca foi tão dinâmica, interessante e importante.

Esta é a afirmação com que Irina Bokova inicia  a mensagem da UNESCO para o Dia Mundial da Rádio.

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Em Portugal as experiências com este novo meio começaram nos anos 20 do século passado. Em 1935 nasceu a Emissora Nacional de Radiodifusão, atual Antena 1. Um ano mais tarde começam as emissões experimentais da Rádio Renascença .

E, se em 1979, se cantava sobre o fim das estrelas da rádio, o cinema glorificava a eterna sedução das vozes – filmes que vale a pena rever:

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Publicado por em 13 de Fevereiro de 2017 em Bibliotecando, Cidadania, UNESCO

 

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Dia Internacional da Paz

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Imagem UNESCO

Mensagem da Diretora geral da UNESCO por ocasião do Dia Internacional da Paz

 Os tempos que vivemos são conturbados para a humanidade e para o planeta.

Persiste a pobreza, e agravam-se as desigualdades. Muitas sociedades continuam separadas por conflitos que expõem milhões de mulheres e de homens a um imenso sofrimento. O extremismo violento encontra-se em ascensão: atos bárbaros de terror golpeiam as sociedades de todas as regiões. O mundo enfrenta a maior crise de refugiados e deslocados do nosso tempo, crise que em 2015 levou a 65,3 milhões de pessoas a serem deslocadas à força. A diversidade e o património cultural da humanidade veem-se atacados. Os sítios do património cultural são destruídos para erradicar a mensagem de diálogo e tolerância que trazem consigo. Ao mesmo tempo, o planeta sofre uma pressão crescente devido às consequências das alterações climáticas. Tudo isto enfraquece os alicerces da paz e sublinha a importância vital da ação global guiada pelos valores e princípios das Nações Unidas.

Este é o espirito da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e o Acordo de Paris sobre as Alterações Climáticas, que veiculam um novo programa em prol da paz, em prol dos direitos humanos e a dignidade das pessoas, em prol da justiça e da prosperidade, em prol da sustentabilidade e a proteção do nosso planeta.

A Agenda 2030 afirma que “Não pode haver desenvolvimento sustentável sem paz, nem paz sem desenvolvimento sustentável”. Os 17 Objetivos de Desenvolvimento (ODS) configuram uma nova e transformadora visão de como erigir a paz, visão que outorga à UNESCO um papel protagonista em todos os níveis para promover, como propõe o Objetivo 16, sociedades pacíficas e inclusivas, baseadas na boa governação, a presença de instituições inclusivas, a prestação de contas e a justiça para todos. Para avançar por este caminho, necessitamos novas formas de atuação em todos os âmbitos, necessitamos de novas alianças entres os governos e as entidades da sociedade civil e o setor privado, necessitamos de novas fórmulas para dotar as mulheres e os homens de autonomia e de poder de decisão.

Este deve ser o nosso ponto de vista: os direitos individuais e a dignidade de toda a mulher e de todo o homem. A Constituição da UNESCO afirma “É na mente dos homens que se devem erigir os baluartes da paz” através da educação, a liberdade de expressão, o diálogo intercultural, o respeito pelos direitos humanos e a diversidade cultural e a cooperação científica.

Esta mensagem elaborada em 1945, depois de uma terrível e devastadora guerra, nunca foi tão vital nas sociedades que se encontram em plena transformação e são mais diversas em cada dia que passa. Manter a paz significa cultiva-la todos os dias em todas as sociedades, com cada mulher e homem. Significa viver juntos e trabalhar para um futuro melhor para todos.

Irina Bokova

Diretora geral da UNESCO

 
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Publicado por em 21 de Setembro de 2016 em Bibliotecando, Cidadania, UNESCO

 

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Paz – Desporto – Desenvolvimento

A 6 de abril de 1896 foram oficialmente inaugurados

os primeiros Jogos Olímpicos da era moderna.

Em 2013,  a ONU instituiu este dia  para celebrar o desporto

enquanto oportunidade de construção e prática de valores,

que conduzam ao diálogo e ao desenvolvimento.

O desporto une, inclui, equaliza, desenvolve, com lisura e honestidade –

este é o espírito olímpico e desportivo.

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Mensagem da Diretora geral da UNESCO

Que papel pode hoje ter o desporto hoje na construção da paz e de sociedades inclusivas? Este dia internacional oferece uma oportunidade para defender os valores essenciais de partilha, respeito mútuo e autoaperfeiçoamento que encarnam o espírito do desporto.

O desporto traz-nos valores positivos e torna possível promover uma cultura de diálogo através das fronteiras – a história do desporto demonstrou o seu poder para quebrar preconceitos, para pavimentar o caminho e promover movimentos, esforçando-se para alcançar os direitos e a dignidade dos indivíduos, dando-lhes uma audiência global.

O desporto é um poderoso veículo para a inclusão social, a igualdade de género e a capacitação de jovens, com benefícios que são sentidos muito além dos estádios. Com efeito, os valores adquiridos no e através do desporto – como o desportivismo e o espírito de equipa – são de valor inestimáveis para toda a sociedade.

Portanto, é vital, proteger o desporto como um espaço de educação e respeito, para salvaguardá-lo da fraude e dopagem que minam a ética desportiva e a saúde dos atletas. Apraz-me que os Estados-membros da UNESCO adotaram a nova Carta Internacional de Educação Física e Desporto, em novembro de 2015. A Carta revista estabelece os princípios éticos e padrões de qualidade para garantir a participação de todos no desporto, marca um importante passo rumo a um mais justo, mais inclusivo e mais tolerante ambiente desportivo. Também precisa de garantir apoio para todos aqueles homens e mulheres no mundo que mostram o seu compromisso de cada dia, como voluntários e profissionais, para fomentar o espírito do desporto como uma infinita fonte de renovação e vitalidade para as sociedades.

 
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Publicado por em 6 de Abril de 2016 em Bibliotecando, Cidadania, Desporto, UNESCO

 

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Água

78% dos empregos, no Mundo, dependem dos recursos hídricos.

 

Águaa

Mensagem da Diretora Geral da UNESCO, Irina Bokova,

 por ocasião do Dia Mundial da Água, 22 de março de 2016

Entre 1990 e 2010, 2,3 bilhões de pessoas obtiveram acesso a melhores fontes de água potável. Isso é positivo, mas não é suficiente. Mais de 700 milhões de pessoas ainda não têm acesso a uma água limpa e segura, para terem uma vida saudável. O Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos de 2016 (WWDR 2016) estima que por volta de 2 bilhões de pessoas necessitem de acesso a um melhor saneamento, com as meninas e as mulheres em uma situação ainda mais precária. Muitos países em desenvolvimento estão localizados em regiões de tensão relativa aos recursos hídricos e provavelmente serão mais afetados pela mudança climática. Ao mesmo tempo, a demanda por água está aumentando, especialmente em economias emergentes nas quais a agricultura, a indústria e as cidades estão se desenvolvendo em ritmo acelerado.

Os riscos são altos. A água é fundamental para a vida. Também é essencial para o desenvolvimento mais inclusivo e sustentável.

É por isso que a água está no centro da nova Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. A água está realçada no Objetivo 6, sobre a garantia da disponibilidade e da gestão sustentável da água e do saneamento. Ela é importante para o sucesso de todos os outros Objetivos – inclusive para fazer avançar a perspectiva de trabalho digno para todos, que é o foco do WWDR 2016.

A água é essencial para a agricultura, para a indústria, para o transporte e para a produção de energia, assim como é um motor para o crescimento económico. Ela gera e mantém empregos em todo o mundo, mas a obtenção dos objetivos de desenvolvimento não será apenas uma questão de recursos hídricos adequados como matéria-prima. A qualidade da água e do saneamento continua sendo essencial para se oferecer formas dignas de vida. Dos 2,3 milhões de mortes relacionadas ao trabalho que ocorrem todos os anos, 17% podem ser relacionados a doenças transmissíveis e à água imprópria para o consumo. É por isso que a água potável e o saneamento seguro nos locais de trabalho devem se tornar prioridades em todos os lugares. A superação do desafio de se criar e manter trabalhos dignos frente à mudança climática e à escassez de água exigirá investimentos muito maiores em ciência, tecnologia e inovação. As evidências mostram que o investimento em infraestrutura e em serviços hídricos pode resultar em elevados retornos tanto para o desenvolvimento económico, como para a criação de empregos. É importante que esses investimentos sejam planejados com todos os setores interessados, incluindo o agrícola, o energético e o industrial, para que sejam assegurados os melhores resultados para todos.

Como a principal agência das Nações Unidas para a educação e as ciências hídricas, a UNESCO trabalha de forma ativa para esses fins. Isso se inicia com o Programa Hidrológico Internacional e sua rede de Comités Nacionais, Centros e Cátedras. Desde 2003, o Instituto UNESCO-IHE para a Educação sobre Água formou milhares de cientistas e engenheiros hídricos provenientes de países em desenvolvimento. O nosso Programa Mundial para Avaliação dos Recursos Hídricos fornece aos governos e à comunidade internacional as informações mais atualizadas e politicamente relevantes sobre recursos de água doce em todo o mundo, assim como é pioneiro em novas técnicas de monitoramento hídrico sensível ao género. Tudo isso será essencial na concretização da Agenda 2030.

Os avanços exigem ações em todos os campos – por parte de governos, da sociedade civil e da iniciativa privada. São enormes os desafios que nós enfrentamos, derivados da mudança climática, da escassez de água e do deslocamento de trabalhadores com baixa qualificação. No entanto, a promoção de empregos de alta qualidade, enquanto preserva o meio ambiente e garante a gestão sustentável da água, ajudará na erradicação da pobreza, no estímulo ao crescimento e na construção de um futuro com trabalho decente para todos. Esta é a mensagem da UNESCO para o dia de hoje.

 

 
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Publicado por em 22 de Março de 2016 em Ambiente, Cidadania, Literacias, Poesia, UNESCO

 

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