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Arquivo de etiquetas: Poesia

Março

 

Março generoso leu Florbela Espanca

Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

e  traz a   primavera para  todos. Em tempo de sol e renascimento, celebram-se leitura,  poesia, teatro, enaltece-se a matriz de todas as  esperanças: mês feminino, exalta-se a MULHER, a TERRA, a ÁGUA. Valoriza-se a VIDA, em toda a plenitude feminina.

 

 
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Publicado por em 1 de Março de 2017 em Bibliotecando, Cidadania, Tradições

 

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Namorar

Namorar é estar em flagrante amor, andar em tonta poesia.

Assim o diz a Literatura, Romance ou Cinema.

Então, a Biblioteca expôs livros e cinema, poesia com música e corações, em flagrante delito

de Dia de Namorados!

 
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Publicado por em 14 de Fevereiro de 2017 em Afetos, Bibliotecando, Leitura, Literatura, Música, Poesia

 

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Dia primeiro – 2017

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Ano Novo

2017 em poesia, com Carlos Drummond de Andrade:

Para você ganhar belíssimo Ano Novo

cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,

Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido

(mal vivido talvez ou sem sentido)

para você ganhar um ano

não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,

mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;

novo até no coração das coisas menos percebidas

(a começar pelo seu interior)

novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,

mas com ele se come, se passeia,

se ama, se compreende, se trabalha,

você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,

não precisa expedir nem receber mensagens

(planta recebe mensagens?

passa telegramas?)

 

Não precisa

fazer lista de boas intenções

para arquivá-las na gaveta.

Não precisa chorar arrependido

pelas besteiras consumidas

nem parvamente acreditar

que por decreto de esperança

a partir de janeiro as coisas mudem

e seja tudo claridade, recompensa,

justiça entre os homens e as nações,

liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,

direitos respeitados, começando

pelo direito augusto de viver.

 

Para ganhar um Ano Novo

que mereça este nome,

você, meu caro, tem de merecê-lo,

tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,

mas tente, experimente, consciente.

É dentro de você que o Ano Novo

cochila e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade

 
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Publicado por em 1 de Janeiro de 2017 em Bibliotecando, Poesia

 

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Mário de Sá-Carneiro: ‘de tudo houve um começo…’

Lisboa, 19 de maio de 1890

 Passei pela minha vida

Um astro doido a sonhar.

Na ânsia de ultrapassar,

Nem dei pela minha vida…

Paris, 26 de abril de 1916:

(Que história d’Oiro tão bela

na minha vida abortou:

eu fui herói de novela

que autor nenhum empregou…).

 

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O teu riso…

Porque é dia de sorrisos, um poema de Pablo Neruda:

Marilyn Monroe

Tira-me o pão, se quiseres…

tira-me o ar, mas
não me tires o teu riso.

Não me tires a rosa,
a flor de espiga que desfias,
a água que de súbito
jorra na tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.

A minha luta é dura e regresso
por vezes com os olhos
cansados de terem visto
a terra que não muda,
mas quando o teu riso entra
sobe ao céu à minha procura
e abre-me todas
as portas da vida.

Meu amor, na hora
mais obscura desfia
o teu riso, e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso será para as minhas mãos
como uma espada fresca.

Perto do mar no outono,
o teu riso deve erguer
a sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,
quero o teu riso como
a flor que eu esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.

Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
curvas da ilha,
ri-te deste rapaz
desajeitado que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando os meus passos se forem,
quando os meus passos voltarem,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas o teu riso nunca
porque sem ele morreria.

Pablo Neruda, in “Poemas de Amor de Pablo Neruda”

 
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Publicado por em 28 de Abril de 2016 em Bibliotecando, Literatura, Poesia

 

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O poder do sonho – o sonho ao poder!

O teatro foi sempre a minha vida e a minha morte.

SonhoAoPoderESSB

 
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Publicado por em 1 de Abril de 2016 em Literatura, Memória, Poesia, Teatro

 

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Árvores – Florestas

Virtude vegetal viver a sós e entretanto dar flores, diz o poeta para os homens que insistem em comemorar o Dia Mundial da Árvore e da Floresta  porque ainda não  entendem a  mensagem do Grande Chefe Seatle, em 1854: “Todas as criaturas respiram em comum – os animais, as árvores, os homens.(…) Não é a Terra que pertence ao homem, é o homem que pertence à Terra.Tudo o que fizer à Terra, fá-lo-á a si mesmo.”

Poema da árvore

As árvores crescem sós. E a sós florescem.

Começam por ser nada. Pouco a pouco

se levantam do chão, se alteiam palmo a palmo.

Crescendo deitam ramos, e os ramos outros ramos,

e deles nascem folhas, e as folhas multiplicam-se.

Depois, por entre as folhas, vão-se esboçando as flores,

e então crescem as flores, e as flores produzem frutos,

e os frutos dão sementes,

e as sementes preparam novas árvores.

E tudo sempre a sós, a sós consigo mesmas.

Sem verem, sem ouvirem, sem falarem.

Sós.

De dia e de noite.

Sempre sós.

 

Os animais são outra coisa.

Contactam-se, penetram-se, trespassam-se,

fazem amor e ódio, e vão à vida

como se nada fosse.

 

As árvores não.

Solitárias, as árvores,

exauram terra e sol silenciosamente.

Não pensam, não suspiram, não se queixam.

Estendem os braços como se implorassem;

com o vento soltam ais como se suspirassem;

e gemem, mas a queixa não é sua

Sós, sempre sós.

Nas planícies, nos montes, nas florestas,

a crescer e a florir sem consciência.

Virtude vegetal viver a sós

e entretanto dar flores.

António Gedeão

campoarvores1

Sobreiro – Árvore nacional

Árvore

 
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Publicado por em 21 de Março de 2016 em Ambiente, Cidadania, Poesia, UNESCO

 

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