RSS

Arquivo de etiquetas: Teatro

Conversas na Biblioteca

Mário Viegas, recitador de poemas e de sonhos, é a personagem.

Sobre o irmão, o amigo, o ator, falam Hélia Viegas e Jorge Custódio.

Duas sessões, dois momentos de conversa sobre o aluno que traçou no jornal do Liceu ‘O Mocho’ algumas  linhas do seu futuro como homem de teatro; encontros sobre a pessoa que, faz vinte anos, nos surpreendeu com  a maior partida de um dia primeiro de abril.

Anúncios
 
Deixe o seu comentário

Publicado por em 3 de Maio de 2016 em Bibliotecando, Literatura, Poesia, Teatro

 

Etiquetas: , , , , ,

O poder do sonho – o sonho ao poder!

O teatro foi sempre a minha vida e a minha morte.

SonhoAoPoderESSB

 
Deixe o seu comentário

Publicado por em 1 de Abril de 2016 em Literatura, Memória, Poesia, Teatro

 

Etiquetas: , , ,

Dia Mundial do Teatro

                Mensagem do Dia Mundial do Teatro

Será que precisamos de teatro?
Esta é a questão que milhares de profissionais dececionados com o teatro, e que milhões de outras pessoas que estão cansados dele, perguntam a si próprios.
Para que é que precisamos dele?
Nos anos em que a cena é tão insignificante quando comparada com os bairros das cidades e capitais do mundo, onde estão em cena as autênticas tragédias da vida real.
O que é para nós?
Galerias e balcões dourados em salas de espectáculo, braços de cadeiras aveludadas, bastidores sujos, vozes de actores bem polidas, ou vice-versa, algo que pode ser aparentemente diferente: caixas negras, manchadas com lama e sangue, com um amontoado de corpos nus dentro.
O que é capaz de nos dizer?
Tudo!
O Teatro pode dizer-nos tudo.
Como os deuses habitam nos céus, e como os prisioneiros definham em caves subterrâneas esquecidas, e como as paixões nos podem elevar, e como o amor nos pode abater, e como ninguém precisa de uma boa pessoa neste mundo, e como a mentira reina, e como as pessoas vivem em apartamentos, enquanto crianças murcham em campos de refugiados, e como todos eles terão que voltar ao deserto, e como, dia após dia, somos forçados a nos separar dos nossos entes queridos, – o teatro pode dizer-nos tudo.
O teatro tem sido, e manter-se-à eterno.
E agora, nestes últimos cinquenta ou setenta anos, é particularmente necessário. Porque se observamos como está a arte popular, vemos imediatamente aquilo que apenas o teatro nos está a dar – uma palavra de boca a boca, um olhar de olho a olho, um gesto de mão a mão, e de corpo a corpo. Não precisa de intermediários para trabalhar junto dos seres humanos, -constitui a parte mais transparente da luz, não pertence ao sul, ao norte, este ou oeste, – oh não, é a própria essência da luz, a brilhar nos quatro cantos do mundo, imediatamente reconhecido por qualquer pessoa, quer seja hostil ou amigável para com ele.
E nós precisamos de teatro que permanece sempre diferente, nós precisamos de teatro de diferentes géneros.
Mesmo assim, penso que de todas as possíveis formas e contornos do teatro, são as suas formas mas arcaicas que terão atualmente uma maior procura. O teatro de formas rituais não se deve opor artificialmente ao das nações ditas “civilizadas”. A cultura secular está cada vez mais emasculada, a chamada “cultura informativa” gradualmente substitui e faz desaparecer entidades simples, bem como a nossa esperança de as encontrar um dia.
Mas eu agora vejo-o claramente: o teatro está a escancarar as suas portas. Admissão livre para todos.
Para o inferno com os aparelhos e computadores – vão simplesmente ao teatro, ocupem filas inteiras nas plateias e nas galerias, ouçam o mundo e vejam as imagens vivas! – é o teatro na vossa frente, não o negligenciem e não percam uma oportunidade de participarem nele – talvez seja a oportunidade mais preciosa que partilhamos nas nossas vidas apressadas e egocêntricas.
Precisamos de todos os géneros de teatro.
Existe apenas um teatro que seguramente não é necessário para ninguém – refiro-me ao teatro do jogo político, o teatro das “armadilhas” políticas, o teatro dos políticos, o fútil teatro da política. O que nós seguramente não precisamos é do teatro do terror diário – quer seja individual ou colectivo, o que nós não precisamos é do teatro dos corpos e do sangue nas ruas e praças, nas capitais e nas províncias, o teatro falso das batalhas entre religiões e grupos étnicos…

                                                                                                        Anatoli Vassiliev

 
Deixe o seu comentário

Publicado por em 27 de Março de 2016 em Bibliotecando, Literatura

 

Etiquetas: , , , , , , ,

Bernardo Santareno

Bernardo Santareno, nascido

António Martinho do Rosário, em Santarém, a 19 de novembro de 1920,

foi aluno do Liceu Nacional de Santarém.

BernardoSantareno

É considerado o mais universalista dramaturgo português do século XX:

O teatro de Santareno pela sua estrutura, do aristotélico inicial, ao épico brechtiano da segunda fase (convergindo aqui com autores como José Cardoso Pires e Luís de Sttau Monteiro), ou ao popular revisteiro e o panfletário da última fase; pela linguagem, a um tempo lírica e telúrica, excessiva nas suas reverberações semânticas; pela universalidade e singularidade dos temas que aborda (a solidão, os medos, o místico, o desejo, a morte, o erótico), tornam a sua escrita, o seu teatro, não apenas de ressonâncias ibéricas ou limitado a um universo de cultura latina ou mediterrânea, mas de clara expressão universalista. (Domingos Lobo)

Desencontro

Jograis e trovadores,
vagabundos de todos os tempos,
são os meus parentes.
Não me peçam construções,
nem atos úteis de momento:
Eu sou um adolescente
e nunca serei adulto.
Não me peçam sobriedade,
nem gestos medidos, cinzentos:
Eu sou um arlequim
e visto-me de encarnado,
como as aves no firmamento
e como as flores na terra!
Não me exijam palavra certa,
nem honra… P’ra quê ilusões?
Nem santo, nem herói, nem mestre:
Eu sou um poeta
e só posso dar canções!

Bernardo Santareno

 
Deixe o seu comentário

Publicado por em 19 de Novembro de 2015 em Bibliotecando, Literatura, Memória

 

Etiquetas: , , ,

 
%d bloggers like this: